quarta-feira, 23 de abril de 2008

Imprópria

Na adolescência minha mãe acreditava que eu era uma menina muito nervosa, ansiosa demais. Eu roía as unhas sem cerimônias, mas o motivo era muito diverso. Soubesse ela que unhas compridas machucavam quando eu me masturbava pensando em outras meninas, ou que quando comecei a tocá-las, e a ser tocada, percebi o quanto era importante ter as pontas dos dedos mais lisos...

Ah, o tempo... Não sei dizer no que ela acredita hoje... Se apenas finge não ver o óbvio, ou se pensa que sou só mais uma dessas mulheres tristes e bem-sucedidas. Uma quarentona sem filhos e família que trocou tudo pela carreira e pra parecer mais um homem que a filha que dá netos. Eu, parecendo um homem? Certo.

Gosto dos homens, geralmente do jeito que são. Quantas vezes já não fui procurada por ter aquilo que nenhum homem jamais terá? Nem tenho conta pra isso. Carinho e cumplicidade, saber o que fazer na hora certa. Não é coisa para homens, sejamos sinceras.

Há! Tenho esse sério problema, não? De me perder nas lembranças quando estou transando. Nossa! Preciso dar um jeito nisso. Não que seja ruim lembrar as coisas, ou pensar um pouco nesse momento, mas, sei lá... É estranho!

Tá, Vivian, pensa no que estava fazendo agora, mulher! Ela já vai voltar da cozinha... Mas, também, você tinha que derramar a garrafa de vinho?

... e como não? Ela me ergueu no balcão (menina atrevida!), a mão debaixo das minhas saias, explorando a Branca todinha (tá, você tem um nome pra vagina, e daí? Não vá pensar nisso agora, mulher!). E que beijo, garota! Fui perdendo o ar, quase desfalecendo, segurando os seios excitados de menina nova. Eu ia gozar ali, sem nem sentir mais que um pouco de pele da garota, e pumba! A garrafa ao chão, meu vestido todo manchado! Ai que ódio!

Clara foi toda prestativa; foi atrás das coisas de limpeza, me mandou pra cama e não deixou que eu fizesse mais nada. Obedeci! Adoro essas manias de meninas de controlarem a situação que não precisa de controle, ficam tão lindas, e sérias. Antes de me deixar partir, ainda me pegou por trás, tocando-me e me beijando. Que louca!

Agora estou aqui, que não sei se espero apenas, ou se me preparo para qualquer coisa; se mostro o quanto a Branca está cheia de tesão por essa doidinha...

Ai, Clara, Clara. Se sua mãe soubesse que você sobe pra meu apartamento pra fazer muito mais que conversar sobre o estágio no escritório... Doidinha.

Hum... Aqui vem ela, só de avental, né? Sabia que tava pensando em algo. Vem cá, roça em mim, roça! Deixa eu te sentir molhada. Toca, brinca! Hora da tia Vivian mostrar algumas coisas...

4 comentários:

  1. Olá Bratchki,Essa sua personagem é daquelas que quase saltam da página pra passear conosco.Gosto da Vivian e dos seus escritos.

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  2. Muito bom.Gostei muito. Leve e excitante. Parabéns.

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Néon


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