sábado, 22 de março de 2008

Quinta




Abro os olhos devagar, tentando não me irritar com o toque do celular. Lizt em versão de bolso me avisa quem está ligando. Demoro um pouco para atender, buscando alguma saída dentro daquela loucura. Não há saída. Atendo enfim.
- Alô.

- Por que demorou a atender? Tá com outro?
Pondero antes de responder:
-Tava dormindo... São duas da manhã!

- Hoje é quinta! Esqueceu? Você me deve duas horas!

- Não... não esqueci. Só é cedo demais... Posso dormir?

- Não!
Ser só dele às quintas, era esse o acordo. Saio de casa e entro no carro que me espera. O motorista mal olha quando abre a porta e me entrega uma caixa.
- Está atrasada.
Era verdade, tecnicamente a quinta começou à 00h00 min.
- Perdão.
Sinto um leve arrepio me alertando. Presságios confusos rondam minha cabeça. Tenho a sensação de estar avançando para o desastre. O motorista volta-se para mim e diz numa voz neutra:
- Tira a roupa e abra a caixa.
Obedeço em parte, tiro minhas roupas enquanto o carro avança pela madrugada. Abro a caixa devagar. Um par de algemas e um colar com o nome dele gravado, ponho o colar. Não consigo colocar as algemas. Quando o carro para são quase 3hs, o motorista abre a porta eu desço. Usando apenas saltos altos, o colar e o que me resta de rebeldia.
Ele me espera na escadaria. Passo a ele as algemas. Ele sorri e segura firmemente meus braços. Desliza pelas minhas costas, num caminho sinuoso, suas mãos grandes e quentes. Ele me agarra pelos cabelos, os afasta, beija e morde meu pescoço. Segura e acaricia meus seios como quem toma posse.
O corpo ainda vestido do homem roçava em minha pele nua. Ouvi minha respiração entrecortada e tentei me controlar. Os braços doíam levemente. Ele me empurrou para a casa sem me libertar do abraço.
A escada range quando afinal subimos os degraus. Eu arfo e começo a tremer levemente. Já conhecia o cenário. Piso de madeira encerada, pé direito alto nenhum móvel além da enorme cama onde ele me jogou sem cuidado. Ele tira as próprias roupas, devagar e cuidadosamente, enquanto diz bem baixinho quase docemente:
- Eu sei do que você precisa! - Beija suavemente minha boca. - Vou cuidar de você. Você é minha e sabe
disso... -a cama range quando ele se move.
- Huhum... Sua por todo o dia. - Outro rangido quando ele me vira de bruços, sinto o lençol de seda sob meu rosto e uma liberdade estranha. Nada ali estava mais sob meu controle. Os pensamentos coerentes param e apenas obedeço. Ele ri.

11 comentários:

  1. "Os pensamentos coerentes param, esqueço a multidão de vultos sem rosto que nos observam e apenas obedeço"

    essa parte ficou confusa..quem são esses observadores sem rosto?
    tem que melhorar essa parte..no mais está deliciosamente totoso...
    beijos

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  2. Oi Me morte,eliminei a parte que você citou...era mesmo confusa.Beijos.

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  3. Adorei seu conto, está ótimo!! Vc tem um dom para escrever esse tipo de texto que é incrível.
    Parabéns.
    Beijos,
    Rô.

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  4. Roxane minha fábricante de fics favorita! Obrigada por ler.

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  5. Eu já havia lido esse e sempre gostei!

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  6. Muito bom. Deliciosamente sado...rs

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Néon


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