quarta-feira, 26 de março de 2008

Meninas Malvadas



Chega um dia em que o desejo supera a razão e pensamos:___será que vou continuar adiando pra sempre minhas fantasias? Nunca vou ter coragem de ir adiante ?


Uma mulher bonita, 40 anos, independente e sozinha. Sábado. Vesti um pretinho básico, salto alto e caí na noite.
Escolhi um ‘’point gay’’ perto de casa, gente bonita e animada. Grupinhos e alguns casais. Estava lotado e fiquei aguardando mesa, recebi um chopp do e só entendi quando a menina acenou. Era uma gracinha, no máximo 20 anos, lourinha miúda e sorridente. Dividia a mesa com duas moças que também sorriram me chamando para sentar. Aceitei :_ Obrigada, meu nome é Vanda, tudo bem?


_Oi menina, senta aí, Marina, muito prazer. Estas são Thereza e Inês, duas amigonas.
___ Você é do Sul?
___ O sotaque denuncia mesmo. Sou de Porto Alegre.
__ Primeira vez no Rio ?
__ sim, e estou adorando.


Eram muito simpáticas e logo estávamos conversando como velhas amigas. Marina contou que estava visitando as amigas ha uma semana. Thereza e Inês resolveram dar uma volta na praia e namorar um pouquinho, aproveitar a noite bonita de verão. Desculpa perfeita para ficarmos sozinhas.


O clima estava gostoso entre nós, sentadas tão de pertinho sentia seu perfume adocicado:_ Victoria, morango com champagne, meu favorito.
_sou louca por este cheirinho de frutas
_Vanda, tens namorada?
_Não.
_Não acredito, tu és linda demais guria.


Ela sorriu e colou a perna na minha, ficamos nos olhando sem falar nada, respirando juntinho, convidei :_ vamos para minha casa? é aqui pertinho. Vamos?
__Pensei que nunca ia me convidar, estou morrendo de tesão por ti.


Caminhando por Ipanema de mãos dadas trocando beijinhos como duas adolescentes, Marina usava um vestido curto, rosto de moleca levada.
Aproveitamos um cantinho escuro e trocamos um beijo de verdade. Nossas bocas famintas lambiam a língua uma da outra, estávamos no maior amasso e eu completamente mole sentindo a calcinha sendo afastada e os dedinhos tocando intimamente... suave, depois mais forte...eu me dissolvendo, melando, gozando com aquela menina gostosa.


Lambendo e dando pequenas mordidas no meu pescoço, Marina sussurrava promessas. Abaixei as alcinhas do vestido e um seio perfeito encaixou na minha boca faminta. Deliciada.


Tremula de tesão não percebi o perigo chegando:_ mas que cena mais “escrota"...tá gostando Marina?
As amigas de Marina estavam paradas nos olhando de cara fechada, tentei ser simpática:__estávamos indo pra minha casa beber alguma coisa, está tudo bem?
__Não está nada bem "minha tia", Má vamos acabar com esta palhaçada que não estava no "script", não mandei você se atracar com ela, mandei?
__Olha, minha mãe mora comigo, leva a carteira, o relógio mas esquece minha casa

.
A mais alta e bruta nos afastou com toda violência, estava claro que além do assalto ela estava enciumada, puxou Mariana para longe de mim e mostrou a faca ameaçando me cortar:___Vamos pra sua casa "titia", este "lance de mãe" é mentira tua, não sou idiota. Anda logo e se fizer gracinha te corto toda.


O sotaque havia sumido e elas pareciam drogadas. Passamos pelo porteiro sonolento que não deu a mínima.


No elevador, Inês, que era a cabeça do bando beijou Marina:__Está vendo? É disso que ela gosta, boquinha de neném,não é minha linda? Que você estava pensando? Que ela ia ficar com você? Não se enxerga não?


Marina estava agarrada com Inês quando entramos no meu apartamento, elas ficaram admiradas com a decoração e o luxo.


Meu laptop foi logo arrancado da tomada, abriam gavetas e reviravam os armários:___Olha o luxo da casa. Coisa de primeira. Cadê a grana? Os dólares?
___Eu não guardo nada em casa, só tenho estas jóias, peguem tudo e vão embora por favor, levem tudo e vão embora.


O primeiro soco acertou minha boca e senti o rosto inchando, os outros eu tentei me esquivar mas Inês era forte e batia sem parar, Thereza amarrou minhas mãos, Marina começou a cortar minhas pernas e braços com a faca afiada, elas riam e brincavam entre si,:___última chance, onde estão os dólares? o cofre...fala logo ou vai morrer.


Decidi acabar com a tortura:__no closet, o cofre está no closet ...no meu quarto.
__Sabia que você estava mentindo. Mentirosa.


Inês socou minha cabeça e correu para o quarto, ouvi quando ela gritou de alegria quando descobriu o cofre. Trancado.


__Têm segredo. Quais são os números?
__Dou os número mas você me solta primeiro.
__Mato você agora e dane-se o cofre.
__Tem dólares, euros e ouro


As tres me arrastaram até o closet com a faca na garganta. Abri o cofre recheado, além do dinheiro e das jóias, meu closet também guardava Jiji, minha jibóia de estimação, 4 metros de puro mau humor e fome.


Quando a presença da cobra foi notada, aproveitei a confusão e corri para longe trancando o trio . Grossas portas de madeira abafaram os gritos.


Calmamente liguei para Júlio, meu secretário e braço direito:___Estou com as ratinhas na gaiola, uma já deve ter ido... as outras vamos ter que guardar. Não, não estou machucada, eu não dei o sinal, você sabe que eu gosto, avise o Carlos que vamos decolar em duas horas para a fazenda.


Aquelas meninas tinham sido muito malvadas. Pilantras disfarçadas de turistas, assaltaram e mataram várias mulheres, usavam a mais bonitinha e o falso sotaque como isca. A polícia andava atrapalhada e resolvi ajudar.


Sempre tive vontade de ver minha cobra comendo um ser humano. Liguei o circuito interno de TV e a tela encheu com Jiji e Thereza, a menor de todas, o corpo já havia sido esmagado e agora estava sendo engolido lentamente.


Mariana estava encolhida num cantinho e Inês parecia uma boneca quebrada. Jiji havia despejado sua ira na pior e guardado o petisco para o final. Depois dizem que cobras não possuem sensibilidade.


Júlio chegou afobado para iniciar a limpeza. O privilégio de morar em um prédio com dois apartamentos por andar, elevador privativo e vagas fechadas eram fundamentais.


Jiji seria levada para a fazenda com o futuro alimento, a apetitosa Marina. Inês era um problema, cobras não comem nada morto, que fazer com aquela ordinária petulante?
Os jacarés andavam famintos nesta época do ano e não iria sobrar nem um ossinho para contar história. Perfeito.
A noite realmente tinha sido muito proveitosa e prometia ser ainda mais divertida com a linda Marina.

5 comentários:

  1. Giselle, vc é uma contista de mão cheia, adorei moça!
    Mais uma vez vc me deixou de boca aberta! Sou sua fã!

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  2. Sem palavras. Sublime, genial. Adoradíssimo, merecia ir pro cine.

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  3. Estou apavorado! Vc é louca......... de boua!

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  4. Sensacional! As reviravoltas na história são o ponto alto do conto.

    Sem bricadeira,pelo cinismo de todas as penosangens e o amoralismo presente em todo o texto, lembrou-me Rubem Fonseca.

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Néon


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