Como Chico Buarque,
fazemos poesia e amor até bem tarde.
E ela acorda cedo de manhã.
Beija minhas costas, me acarinha .
Eu a puxo de volta, vasculho seu corpo,
encosto todo meu desejo nela.
Mulher que penso submissa, abelha rainha ,
se desvencilha e sai apressada.
Durante o dia sinto seu cheiro em minhas mãos, nos lábios,
refaço cenas, passo a passo.
À noite, quando chego da minha lida, a encontro na cama,
cabelos molhados, adormecida.
Por um tempo velo seu sono,
- algum tremor passageiro, algum sonho –
Não me contenho:
exploro, farejo, beijo.
Minha felina se estica,
abre seu sorriso mais lindo,
abre as pernas e me recebe.
Quente, quente, quente!.
Então começamos tudo de novo...
Ah! vida meio vagabunda essa da gente!
Que não acabe nunca!
(Repostagem de 03/11/007, com vídeo).
Cesar Veneziani declamando no Politeama:
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Réu Confesso

Eu sou puta!
A vida me fez assim
Mentira!
Eu gosto,
É grana fácil,
Um sentimento de poder
Vêr aqueles homens darem a vida para (me ter)
As últimas moedas,
Os dólares da promoção,
Ou somente os ombros,
Carinho e atenção
Eu sou puta!
Minha labuta nem é labuta,
Pois que, gozo como filha da puta
Sinto prazer e dor.
Eu sou puta,
Mas quem não é?
A dona de casa que fantasia
Enquanto transa, como o ator da novela das oito
Ou a estudante
Que jamais dá totalmente,
Para não perder virgindade,
Chupa minhas obscenidades
E diz que ainda é pura
Eu sou a puta da vez,
Porque de puta estamos a mil
Nesse planeta azul de cara Brasil
Então relaxe e goze
Você pode!
Me Morte
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