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sábado, 25 de junho de 2011

Semi deus


Escreve uma história de heroísmo no meu dorso:

começando pelos ombros

e descendo,
vai desafiando meus demônios
e vencendo todos,

até a curva das minhas costas
- estrada tão macia
para o que há tempos fantasias
receber em troca de toda essa luta -

e pontua tatuando a tua boca
no teu prêmio
e dele, desfruta.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Prelúdio

Tua boca descreve apocalipses.
A minha devolve espasmos,
ipsis literis.

Tua boca manda coisas,
inconteste.

Meus dedos
deslizam orgasmos
em teu vértice.

Engastados em minhas órbitas,
fractais dos teus olhos sábios.

Enquanto teus dedos molhados
contornam

pequenos
e grandes
lábios.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

POESIA SE ESCREVE COM TESÃO

Quem perdeu o lançamento do livro "Poesia se Escreve com T" no Rio de Janeiro
agora tem a chance de comprar pela internet.


sábado, 25 de dezembro de 2010

Flá Perez - Especial de Natal do Porno bar



Publicou o livro Leoa ou Gazela, Todo Dia é Dia Dela. Participou das Antologias Bar do Escritor 2009 e na Edição Brand 2010. Primeiro lugar no XII Prêmio Cidadão de Poesia. Menção Honrosa no concurso Silvestre Mônaco 2008 e no XI Prêmio Cidadão de Poesia. Teve poemas escolhidos para publicação no Concurso Nacional Cassiano Nunes, promovido pela Biblioteca Central da Universidade de Brasília e no Projeto Pão e Poesia 2009.




Desigual

Seu amor de Neruda
cortou -me como aço inox.

Intimidada,
enchi o copo
e bebi numa golada
seu whisky on the rocks.

Aconcheguei-te inteiro
entre as minhas pernas
e esqueci que era tudo tão desigual:

Você, chama de ternura,
aroma de coisa eterna

Eu, bomba relógio,
pura paixão carnal.




Homem-árvore


Corpulento e magnífico
conífero
derrubado sobre mim,
pobre gramínea!

Com voz de carvalho
- grave e inclemente -
ele ordena:

— Prova-me, erva daninha,
que te orvalho!

Estranho sabor
tem seu falo:
sequóia milenar.

Gosto araucário de terra,
raiz tuberosa.

Não sei se o quero:
Sou frágil
como uma rosa!


Vampira

Sedenta
provo com a língua
e gosto
do gosto
do teu beijo.

Tua desdita,
meu desejo.

Deixo-te vazio
e me afasto,

satisfeita.

Devoro a alma,
mas ponho
no pires do meu gato

o sangue
dos homens
que mato.



Fim-de-Festa


Então...
me dá um gole do seu copo
– só um gole de cowboy –
põe um som
do Ed Motta ou Aerosmith
e eu tô perdida.

Faz todo esse cheque-mate
em pedra dura,
de recitar romance
entre os joelhos,
dizê-lo eterno

até que um dia fure.

Mostra o platonismo
dos seus versos
nas preliminares do sexo,
e pede;

"dá pra mim, dá?"

Enfia a língua escrota
na minha boca,
sente a trama toda
da calcinha.

Assim eu penso"que se foda!"
e te chamo de meu homem...

Só não peça que amanhã
lembre seu nome.

domingo, 25 de julho de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Joio - Flá Perez

domingo, 25 de outubro de 2009

Trama

Quero bordá-lo assim,
passando as unhas
nas linhas da urdidura
atravessada de mordidas
do seu falo.

Quando entregar os pontos
vou coroar de dentes
e cravejar nele meu nome,

ouvindo entrementes,
encharcados,
queixumes roucos de arame farpado.

Quero bordá-lo forte,
puir a pele nesse enredo incerto.

E que ele agonize
súplice
afundando ao máximo
no cilício exato
desse gozo fácil.

Néon


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