terça-feira, 30 de outubro de 2012


SÁBADO 03 DE NOVEMBRO
ÀS 19:30 HS NA CASA DAS ROSAS
TEM SARAU A PLENOS PULMÕES
Lançamento do Livro da poeta Flá Perez , "POESIA SE ESCREVE COM T"
ENTRADA FRANCA MICROFONE E PALCO ABERTO
Av. Paulista , 37 Casa das rosas
Apresentação : Marco Pezao, Carlos Galdino e Jaime Matos





sábado, 25 de junho de 2011

Semi deus


Escreve uma história de heroísmo no meu dorso:

começando pelos ombros

e descendo,
vai desafiando meus demônios
e vencendo todos,

até a curva das minhas costas
- estrada tão macia
para o que há tempos fantasias
receber em troca de toda essa luta -

e pontua tatuando a tua boca
no teu prêmio
e dele, desfruta.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Prelúdio

Tua boca descreve apocalipses.
A minha devolve espasmos,
ipsis literis.

Tua boca manda coisas,
inconteste.

Meus dedos
deslizam orgasmos
em teu vértice.

Engastados em minhas órbitas,
fractais dos teus olhos sábios.

Enquanto teus dedos molhados
contornam

pequenos
e grandes
lábios.


quarta-feira, 9 de março de 2011

domingo, 6 de março de 2011

ME DEIXA ENTRAR

Me deixe entrar

Eu a amarei
Como a brisa suave
Deslizando pelo ar.
Afável nos toques
Sutil nas carícias
Intenso no deleite
Fonte de delícias.


Me deixe entrar
Eu a servirei
Como a ilha impávida
Visitada pelo mar.
Na impetuosidade da marola
Banhando-a com seu néctar
Envolvendo-a com ternura
Possuindo-a com doçura.


Me deixe entrar
Eu a sorverei
Como o colibri insaciável
Beijando-lhe a flor
Tocando-a com ardor.
E a seiva a verter
Incendiando a paixão
Delírio sem temor
Explodir de tesão.


Me deixe entrar
Eu a consagrarei
Como deusa libidinosa
Ninfa nua... deliciosa.
Soprando-lhe delicadezas
Bailando as mãos audazes
A boca devorando a carne
Frêmito de instintos vorazes.


Me deixe entrar
Eu a libertarei
Como égide da esperança
Colhê-la com segurança.
Para em vôo de sensualidade
Externar sussurros de prazer
Enquanto invado sua sexualidade
Fazendo-a tremer... gemer.


Me deixe entrar
Eu a transportarei
Como vento silencioso
Seu amante vigoroso.
Navegando em seu oceano
Explorando suas praias
Avançando em sua mata
Boiando em suas raias.


Me deixe entrar
Eu a farei gozar
Como vulcão em erupção
Feroz soar de explosão.
Em sua lava derreter-me
Derramar minha seiva
Unir nossos rios
Em lascivos desvarios.


Me deixe entrar
Provar sua hospitalidade
Ofertar-lhe a minha
Conjugar os desejos
Unir os lábios
Marcar as dermes
Soltar-se no sexo
Sentir o êxtase
Entregar-se ao tesão
Viver esta paixão.

Me deixe entrar!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

POESIA SE ESCREVE COM TESÃO

Quem perdeu o lançamento do livro "Poesia se Escreve com T" no Rio de Janeiro
agora tem a chance de comprar pela internet.


domingo, 6 de fevereiro de 2011

SENSÍVEIS

Instáveis!

Às vezes tão frágeis,
Como fios esvoaçantes
Pendendo de um ramo
Enquanto se vê partido
Pelos raios dourados
Ou pelas lágrimas do orvalho
Que caem após a geada...



Afáveis!
Suaves como as nuvens
Que planam silenciosas
Vagando sem controle
Por entre as paragens celestes
Montando-se e desmontando-se
Remontando-se a seguir
Quase sempre sem nexo
Quase nunca com razão...


Sensíveis!
Quando tempestades eclodem
Turbilhões que os envolvem
Fazendo seu eu se mostrar
E então as estações irrompem
Dia e noite se confundem
A chuva vem sem cessar
Sem saber se é bálsamo
Sem mostrar se é látego
Sem se importar...



Absurdos!
No tanger da violência
Em zangas não controladas
Emoções sem harmonia
Consumindo momentos
Desprezando sentimentos
Em brados destruidores
Em atos repulsivos
Negando seu nobre berço
Ofendendo sua origem...



Excelsos!
Ainda que mortais
Ignorando a própria sorte
Impelidos pela honra
Elevam o gládio da nobreza
Trazendo luz ao pensamento
Mostrando-se leais elementos
No combate das ambigüidades
No choque entre os desiguais...



Perfeitos ou mutilados
Soerguem-se do caos
Libertam-se da mesmice
Atentam ao clamor
Anseiam pelo refúgio
Lutam pelo porvir
Esperam a eternidade
Ainda que sem noção
Se haverão de chorar
Se conseguirão sorrir...



Mas é na alcova da alma
No reduto mais profundo
Que eles se desnudam
Que eles se tornam verdadeiros
Que eles se mostram inteiros...
Quando a outra metade
Mostra-se desnuda também
Olhos cobiçosos de outrem
Olhos desejosos de tudo
Envoltos em lascívia
Ou dominados pela ternura
Serão verdadeiros na arte
Serão apenas amantes
Serão, do outro, a outra parte...



E se se faz noite
Ou ainda reina o dia
Quem se importa?
Quem há de lembrar?
Os olhares são surdos
Os olhares são mudos
Os olhares são nudos...



E as sensações arrebatam
Convocam as energias
Repelem os senões
Preparam-se para a orgia
Os passos em estudo
As mentes em contemplação
Nativos da carne
Onde andam os pudores?
Serão tidos em desgraça?
Terão sucumbido ao mal?
Ou terão assumido a verdade
De serem tão somente
Semente de fruto carnal...



Ah, curvas voluptuosas
Mostrando-se sem vergonha
Expondo-se com sensualidade
Despertando a vontade
De ser parte do outro
De ser sua intimidade
De pertencer ao infinito
Que se retém no unir
Em uma cópula animal
Sem sentir-se traído
Sem saber-se pecador
Porque é sincero em querer
Porque é todo seu viver...



E enquanto se devoram
Com ânsia insana
Famintos e sedentos
Percebem que a vida
É muito mais que um fim
É muito mais que um momento
Descobrem que o amar
É muito mais que entregar
É muito mais que receber
É muito mais... muito... mais...



Agora se unem totalmente
As carnes mescladas num só
Os movimentos cadentes
Os sussurros arfantes
As pressões constantes
Os dentes trincantes
As mãos invasoras
As bocas devastadoras
Os sexos se fundindo
Quais labaredas intensas
O momento de se perder
Quando as carnes convergem
Ao estertor da união
O auge da descoberta
De ser um prazer sem igual
O ato de se dar e ter
Em um bailado carnal...



Terminado o espetáculo
Miram-se em silêncio
Absorvem as sensações
Acolhem os resultados
Esperam pelo refazer-se
Tão plenos e extenuados
Agora são apenas estáticos
Em instante que ainda seduz
Desconexos da exterioridade
Apenas repousam, corpos nus...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O RITUAL DO BANHO – A MULHER

Em meu santuário, preparando-me para adentrar a sala de banho, mentalizo as energias que me acompanharam nesse momento relaxante. O toque suave da seda em meu corpo permite-me movimentos leves e soltos, caminho despreocupada pelo corredor, a porta está logo em frente, mas eu ainda não a abro. Detenho-me, respiro profundamente acompanhando o ar penetrar e se espalhar em mim, tenho que estar preparada para o ritual.
Quando abro a porta, o primeiro registro que meus sentidos notam é a completa ausência de estímulos inebriantes. A sala de banho está envolta na mais completa sobriedade. Aproximo-me da bancada onde os frascos das fragrâncias estão colocados. Escolho aquelas que irão me propiciar o preparo adequado para aquilo que virá quando deixar a sala de banhos para dirigir-me ao recinto copular.
A banheira aguarda que eu a preencha com substâncias puras. Lentamente aciono as torneiras mesclando os veios de água, o banho não deve ser nem quente nem frio, a temperatura deve ser ideal para que as fragrâncias se misturem harmonicamente. Contemplo os veios despencando no interior da banheira e imagino-o fluindo de uma fonte natural. Fecho os olhos compenetrada chegando a sentir o aroma da água se misturando à terra ao redor do pequeno lago que se forma.
A mistura das fragrâncias começa a volitar pelo ambiente penetrando minhas narinas; sinto as nuances adocicadas mesclando-se com as acres, separadas podem ser apreciáveis, mas combinadas se tornam inebriantes. Ainda de olhos fechados continuo seguindo o caminho que as fragrâncias perfazem em mim. Sigo-as através de minhas narinas, vejo-as deslizando por meus dutos até chegarem aos pulmões. Mansamente elas se depositam nos alvéolos, reproduzem efeitos que muitos sabem ser químicos, mas que para mim são mágicos. Transformadas pela ação de minhas substâncias, elas aderem ao organismo, reagem, fazem parte de mim. A parcela que não se funde inicia sua jornada ao exterior. Assim que sinto o resíduo floral expandir-se, abro meus lábios permitindo que ela se espalhe ao redor. O ciclo está completo.
A tepidez da água bem como o nível que ela ocupa na banheira indica que está na hora de mergulhar meu corpo em seu leito. Mansamente liberto o roupão que me cobre; a seda desliza suavemente até o chão. Pés firmes, penetro no mundo das fragrâncias que tocarão meu corpo preparando-o para o deleite de uma noite permeada pela paixão. Antes de submergir sob o líquido, procuro sentir a tepidez que toca meus pés espalhar-se por meu corpo.
Não me abaixo total e rapidamente. Lentamente dobro meus joelhos deixando que a água cubra meus membros inferiores bem suavemente. A tepidez se espalha, eu a sinto fluir por meu corpo. Agora já estou sentada sobre minhas pernas. O toque macio é relaxante, ondas de prazer me invadem, eu estou em comunhão com a água.
Sem movimentos bruscos, estendo minhas pernas e vou mergulhando meu corpo na banheira até que apenas minha cabeça se mantém à tona. A sensação que me domina é avassaladora; a água toca minhas partes despertando a sensibilidade que lhes é pertinente. O roçar da água estimula meus sentidos; os seios de enrijecem, a pele se arrepia, a vulva dilata, a vagina se contrai. Estou pronta para as carícias do banho.
Estendo meu braço até a lateral da banheira, pego a suave esponja deixada ali, ela também está embebida em substâncias que interagirão com as fragrâncias para que o banho se torne um rito relaxante. Lentamente eu a faço deslizar pelo meu corpo. Inicio seu trajeto pelos pés; eles foram os primeiros a sentirem o carinho da água e devem ser os primeiros a sentirem o toque mais incisivo, porém ainda delicado, de minhas mãos.
Começo a subir pelas pernas deslizando a esponja de modo circular, esse movimento ajuda a dar ritmo a circulação e eu bem sei como irei precisar que a minha esteja bem controlada. Nesse ponto perco um pouco da concentração extrapolando as sensações que me tocam.
De repente já não são mais minhas mãos a fazerem a esponja deslizar por meu corpo, mas uma mão mais vigorosa. Sinto a pressão de seu vigor forçar a esponja contra minha perna. Ousado, ele sobe e desce por minhas pernas. Como se quisesse me enlouquecer, ignora a flor que lhe ofereço dando atenção apenas as minhas pernas. Sei que sou eu a controlar os movimentos, mas minha mente viaja por paragens alheias a minha razão.
As mãos másculas sobem massageando meu ventre. Sinto o toque circular ir de um lado ao outro em minha barriga. Depois as mãos percorrem trajetória descendente a partir do plexo, permito que um gemido escape por entre os lábios semicerrados, será que ele ousará tocar minha intimidade?
Já estou para me entregar totalmente quando sinto um vazio me preencher; ele foi até a região pubiana e se desviou do prêmio máximo que tinha a seu dispor. Ainda não foi dessa vez que minha flor sentiu o beijo de seu colibri.
Não me importo com sua indiferença, sei que não ela existe, existe apenas o desejo de prolongar a exploração, permitir que minhas sensações se avolumem até que eu me sinta desesperada para que ele me possua.
Volto minha mente ao momento levando minhas mãos até meus seios. Estimulo-os com movimentos circulares tão suaves que me perco novamente em meu delírio. As mãos são substituídas por boca imaginária, é tão forte, o desejo, que meus lábios se abrem ao sentir o hálito roçar meus mamilos. Um gemido mais audível se rebela contra o silêncio que domina o ambiente.
Demoro-me nas carícias em meus seios. Não são os únicos pontos que me fazem despertar para o sexo, mas adoro senti-los sendo sugados e acariciados. Permito-me estender as carícias até que os mamilos estão tão intumescidos que chegam a doer. Eu quero, eu necessito de uma boca para sugá-los.
Abandono meu delírio voltando minha atenção para o rito. As mãos tocam meu rosto com a mesma suavidade de sempre. Deslizo a esponja por toda superfície, minhas faces são delicadas, brancas como a espuma nascida da mescla das fragrâncias. Meu corpo todo é branco como elas, eu me sinto delicada como a pétala de uma rosa.
Sento-me para que meu dorso receba a mesma atenção dedicada à parte frontal de meu corpo. Os braços não são suficientes para tocar toda parte dorsal, um adendo permite que eu deslize a esponja da nuca até a base da espinha. Outra vez os movimentos me levam ao devaneio.
As mãos vigorosas tocam a base de minha nuca massageando-a com suavidade. Os ombros são cobertos pelas vigorosas fricções do toque, entrego-me ao delírio sem reagir. As mãos iniciam a descida tão desejada; a cada centímetro que elas avançam eu sinto que minhas partes se contraem e se abrem; estou excitada.
Ao chegar à base da coluna sou obrigada a recuperar minha razão. Tenho que me deitar para que as fragrâncias não evaporem precocemente. Assim que meu corpo submerge, esqueço qualquer principio do ritual estendendo meus braços até minhas partes. A mão ansiosa toca o portal do prazer, minha gruta está aflita por sentir-se acariciada.
Trêmula, toco a saliência muscular que se oculta nas dobras de minha vulva. Ah, que vontade de estar na companhia de alguém que a chupasse com avidez! Meus dedos são mais céleres do que meu pensamento e quando me dou conta, eles já estão deslizando para o interior de minha gruta. Os gemidos se sucedem com insistência, eu deliro descontroladamente.
O botão minúsculo também reclama atenção. Os dedos revestidos pela umidade das fragrâncias têm sua ação facilitada; roço meu botãozinho ligeiramente; estoco-o delicadamente, ele pulsa com intensidade, eu sei o que eu quero, forço um pouco e o dedo desliza para o interior do anel. Delícia, delírio, prazer!
Minha razão cobra-me sobriedade. O ritual é para preparar o corpo para o que virá, não para desfrutar de um momento solitário de êxtase. Ansiando pelas carícias que complementarão minha iniciação, concluo minhas carícias abandonando o toque com minhas partes. O ritual está próximo do fim.
Levanto-me lentamente procurando reter o carinho com que a água desliza por meu corpo. Somente quando as gotas já não se precipitam para uma reunião simbiótica com o líquido repousando na banheira, estendo os braços na direção do roupão com o qual irei cobrir minha nudez.
Não é a mesma peça que trajava quando penetrei na sala de banho. A seda não se presta a eliminar a umidade que cobre minha derme. O contato felpudo do novo tecido reacende minha libido. As felpas se parecem mais com a pele máscula que logo estarão tocando meu corpo. Os pés me conduzem para fora da banheira.
Diante do espelho, liberto minhas madeixas, elas precisam estar prontas para as ações repentinas que estão por vir. Escovo-as libertando-as dos nós. Aplico um óleo aromático. Elas ficam brilhantes, sedosas e lisas; o rosto se oculta sob sua vastidão. O tempo empregado na arrumação dos cabelos foi suficiente para que o roupão absorvesse a umidade do corpo. Hora de terminar o ritual.
Dispo-me do tecido felpudo, unto meu corpo com óleos aromáticos. A pele absorve a oleosidade deixando apenas o aroma impregnado na derme. Retoma a seda cobrindo-me com ela. Um último olhar ao espelho e pronto, o ritual está concluído, agora posso dar seqüência à noite, no tálamo meu amante me espera, nós saberemos como explorar as sensações despertadas pelo ritual do banho.

O RITUAL DO BANHO – O HOMEM

Hora da limpeza. Antes de deixar o quarto lanço um último olhar para a companheira adormecida; ela é maravilhosa na posição em que está, a bunda voltada para cima, a cabeça afundada no travesseiro, o lençol jogado sobre o dorso, admirando sua forma perfeita, entendo porque me deixo enlouquecer de tesão por essa mulher, a minha mulher.
O banheiro está sempre preparado para uso, por que mantê-lo trancado quando somos tão íntimos em tudo? Empurro a porá sem a preocupação de voltar a fechá-la, não por exibicionismo, mas sinto-me excitado quando a flagro me espiando no banho.
Abro o registro do chuveiro deixando que a água escorra livremente. Ainda não me entrego ao exercício higiênico, fico olhando-me através do espelho; não sou narcisista nem arrogante, mas sei que sou um homem com atrativos singulares, as mulheres vivem suspirando por mim, mas apenas uma me tem em sua, nossa, cama.
Aproveito o instante de relaxamento para massagear meus músculos. Depois da cópula, embora me sinta leve, os músculos se mostram tensos, talvez por terem sido exercitados durante tanto tempo. Alongamento e aquecimento sempre ajudam a diminuir a tensão.
Meu membro está relaxado, não flácido, um pouco combalido devido à batalha que travou. Olhando-o, ainda sinto os reflexos das carícias que ele recebeu. O toque suave das mãos, a umidade tépida da boca, o deslizar suave na vagina, o atrito contundente no ânus, só de pensar em tudo ele reage colocando-se em riste.
O reflexo no espelho sorri descontraído. A soberba não me domina, mas o sentimento de satisfação é enorme, eu me satisfaço com minha mulher e sei que ela também se satisfaz comigo, isso é motivo de orgulho imensurável.
A água está na temperatura adequada, coloco-me sob o jato potente da ducha e não penso em mais nada. Aos poucos sinto os efeitos do contato do jato em meu corpo, os músculos relaxam, a pressão diminui, a pulsação ameniza, uma leve sonolência se manifesta, estou vivendo o pós-extase.
De repente me lembro de que não foi apenas para relaxar que decidi me banhar, preciso deixar meu corpo livre das marcas aderidas durante o coito. Apanho a esponja espargindo o sabonete que tem o perfume predileto de minha mulher. Assim que a esponja toca minhas pernas eu volto a sorrir, ainda há pouco elas estavam enroscadas em outro par muito mais suave e quente.
Além das pernas, as mãos e a boca passearam pela extensão de minhas pernas. Arrepio-me ao recordar o toque ansioso que receberam. As mãos a agarraram com furor, a boca deslizou com avidez, mas também foram suaves em alguns instantes. Surpreendo-me perdido nas reminiscências de nosso ato, não sou de ficar dando trato à bola, devo estar muito relaxado para permitir uma experiência tão inusitada.
Tento me concentrar nos movimentos que executo. Minhas pernas já foram ensaboadas o suficiente, deixo-as levando minhas mãos até meu tórax. Os músculos bem delineados e desenvolvidos são meu xodó. Muitas horas de malhação todos os dias; esforço que me possibilitam manter a boa forma ao mesmo tempo em que evito os males do sedentarismo.
Outra vez parece-me estar sentindo o contato das mãos e boca em meu corpo. No momento de nosso coito, ela esfregou suas mãos em meu peito, alisou os pelos peitorais, unhou minhas costas, prendeu-me pelo ventre, explorou-me com sofreguidão. Sua boca beijou-me repetidas vezes no peito; mordeu minhas costas, apoiou-se em meus ombros, ainda sinto as marcas de seus dentes em muitas partes.
Após dedicar tempo exagerado à parte superior de meu corpo, a esponja cobre minha bunda. Muitos podem considerar boiolagem admirar e cultuar seus glúteos, mas eu tenho cuidado especial com eles. Não só porque minha mulher tem fissura em me acariciar na região, mas também porque a limpeza deve atingir todas as partes do corpo.
A esponja desliza por minha nádega em movimentos contínuos. Um leve ardor me lembra das mordidas recebidas, então eu me perco novamente nas recordações; de olhos fechados revejo os toques sutis da boca entreaberta se fechando em minha carne. As mordidas aleatórias em minha bunda, a língua atrevida cobrindo meu ânus, chupando-o depois de um tempo, as mãos substituindo a boca, desferindo tapas, amassando, um dedo atrevido se enfiando em meu anel; sim, eu não tenho frescuras com minha mulher, a ela eu permito tudo que rolar.
Volto a despertar de minhas recordações; o jato da ducha atinge meu rosto fazendo minha atenção voltar-se para ele. Substituo a esponja em minha mão, o rosto não deve ter contato com aquela que tocou as partes inferiores. O sabonete é o mesmo, o perfume adocicado, que tanto encanta minha mulher, penetra em minhas narinas, ele não é o mesmo que emana do corpo adorado, mas leva-me a novo devaneio.
No ato de explorar seu corpo, o odor agradável de seu perfume adere à superfície de minha língua revelando-me o sabor que ele possui. A acidez do contato não chega a causar incômodo, minha língua está coberta por secreções múltiplas, são muitos os sabores experimentados, esse é mais um, um que traz uma sensação mais leve, menos intensa do que aquele que se aderiu ao órgão quando chupei sua vagina, esse sim ainda é fortemente dominante.
Coloco-me totalmente sob o jato da ducha, a espuma acumulada vai sendo levada para o ralo. O banho ainda demorará um pouco, mas eu tenho todo o tempo do mundo para me preparar para uma nova batalha sexual. Para que isso possa acontecer meu membro tem que estar recuperado, ele tem que atingir a rigidez desejada por minha esposa, para tanto é hora de me dedicar a sua limpeza.
Novamente troco a esponja, o membro rijo facilita o deslizamento, os movimentos lembram uma punheta em câmara lenta, mas não é minha intenção estimular o membro, o sabonete precisa cobrir toda extensão para que a limpeza seja completa. A cabeça é mais sensível ao toque; minha mão aplica o líquido com mais suavidade e então o presente foge e as recordações voltam a tomar lugar em minha mente.
A sucção efetuada pela boca de minha mulher deixava-me desvairado; suas mãos cobrindo toda extensão do membro num movimento de vai e vem infinito fazendo-me cerrar os olhos num delírio continuado; ela adora se esfregar em meu membro, encosta sua bunda em meu quadril e rebola sem que o membro a penetre, apenas roçando suas partes em seu corpo.
Depois de me deixar teso em demasia, segura o membro com força punhetando-o sem parar, sem me dar tempo para um fôlego ou refresco. Quando sente que meu membro começa pulsar descontroladamente, abocanha-o com voracidade; sua boca é pequena para o calibre de meu membro, mas ela sabe como fazê-lo sumir em seu interior. Eu vacilo em alguns momentos, mas não cedo, meu gozo só explode quando todas as possibilidades foram exploradas.
Mecanicamente movido pelo instinto, pressiono meu membro com a esponja. Não chega a ser a mesma pressão de sua boca, muito menos de sua vagina, mas é o suficiente para que as sensações se repitam. O tesão se avoluma, ensaboar o membro sempre me deixa teso, mas agora, com as imagens indo e vindo em minha mente, estou a ponto de viver um gozo solitário, mas tão intenso quanto o sentido ainda há pouco.
Decido que não. Minhas mãos não são a boca, a vagina ou o ânus de minha mulher. Se for para gozar com uma punheta, que sejam as mãos delas a estarem envolvendo meu membro. Resoluto, volto minha atenção para o banho, ou ao menos luto para que ela não volte a se esvaecer. Observo meu membro pulsante, ele está pronto para um novo round.
A água continua a jorrar da ducha, o banho está quase concluído; minha permanência se dá pela tentativa de diminuir o ímpeto que me domina. Fecho os olhos concentrando-me na queda da água e em seu contato com meu corpo. Preciso inverter a posição, a frieza da água irá me manter menos agressivo.
Minhas emoções voltam, lentamente, a um ritmo cadenciado. Estendo meu braço e fecho o registro, a água para de jorrar. Mantenho-me imóvel enquanto a gotas desabam de meu corpo; a toalha está à mão, mas ainda não a tomo para me secar. Apoio minhas mãos a parede, abaixo minha cabeça mantendo os olhos fixos no chão. Estou precisando de um minuto a mais.
Refeito, apanho a toalha e começo a me enxugar. Não quero que o contato do pano em meu corpo desperte novas recordações, por isso faço a toalha correr com ferocidade. As poucas gotas que ainda insistem em permanecer aderidas ao corpo são debeladas pelo contato firme do tecido. Em poucos minutos estou completamente seco.
Diante do espelho, fito-me com orgulho. A serenidade voltou a brilhar em meus olhos, estou pronto, ou quase. Lembro-me do perfume preferido de minha mulher; procuro pelo frasco desejado; abro a tampa espalhando o líquido em meu corpo. Respiro fundo para que o odor permaneça em meus sentidos, ele me ajudará a seduzir minha mulher.
Uma ajeitada nos cabelos e, enfim, estou pronto para voltar ao campo de batalha. Saio como um foguete seguindo para o quarto. Estanco os passos diante da porta, preciso me controlar; abro a porta lentamente; o fosco do ambiente é convidativo, lanço um olhar desejoso para a cama, minha mulher ainda está sobre o lençol. Seu corpo é maravilhoso, agora são poucos,os minutos, que nos separam de momentos intensamente permeados pelo prazer, ela me pressente, vira-se em minha direção, deixa que um sorriso convidativo decore seu lindo rosto:

-- Venha, vamos aproveitar esse membro duro e delicioso.

Quem poderia resistir a um convite tão animador? Sem nem mesmo fechar a porta, salto sobre a cama e a agarro com impetuosidade. O banho limpou as marcas do ato anterior, mas não foi suficiente para aplacar minha fome pela carne suculenta de minha mulher. Membro em riste, beijo-a com ardor iniciando um novo coito.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Poemas de Ju Blasina-




''Ju Blasina

Algo entre "tremendamente curiosa e tímida enrustida", mas vestida em letras, com um laço bonito e sob a luz certa, até pareço normal! ''





POEMA DA MERETRIZ


Não, eu não te amo
Mas amo esse teu cheiro - ácido
O calor da tua pele - suada
O sabor da tua língua - molhada
O poder da tua mão - pesada
O roçar, sussurrar, penetrar

Mas amar... Eu nunca soube amar
E nem pretendo tentar
Por isso não vou te enganar
Só vou te tomar, domar e montar
Saborear gota a gota
Cada gosto que sai de ti

Não insista, não vou mentir
Não posso te oferecer amor
Mas te ofereço tudo o que hoje sou
E meu corpo agora é teu
Há um pequeno preço a se pagar
Pelo infinito no apogeu

Já não é sacrifício algum
Fazer de nós dois apenas um
Na doce agonia do prazer
Sei que dentro de mim tu sentes
O quanto eu posso ser quente
Mas minha vida é este lençol:
Fino, sujo e frio

Por isso não seja doce, seja viril
Meu preço não suporta amor
Só teu peso e desejo sobre mim
O beijo mordido da cor do carmim
O triste gemido, anúncio do fim

Quanto a esse tal de amor
Guarde-o à alguém que o mereça
Ou jogue-o fora: esqueça
Só nunca mais me ofereça
Algo que não me presta
Algo que eu nunca quis

Não nasci pra ser esposa
Nem nasci pra ser feliz
Nasci pra gozar o martírio
Neste corpo de meretriz...





BANQUETE



Sobre a bandeja de prata

Eu sou o prato

Nua e crua

Eu sou tua

Refeição

Sinta o aroma

Satisfação

A pele branca

De marfim

Toque o veludo

O cetim

Aprecie

Sacie

A fome

Sirva-se

Dentes e talheres

Sobre mim

Rasgue a pele

Corte a carne

Tenra

Beba o sangue

Quente

Saboreie

O líquido acre-doce

Que escorre de mim

Beba-me

Antes que o sangue esfrie

Coma-me

Antes que a carne morra

Devore-me

Antes que já não haja

Mais nada

Para provar em mim

E ao final

Erga a taça

Lamba o prato

Não deixe migalhas

Daquilo que um dia fui

Mortas e esquecidas

Sobre a bandeja de prata



Visite minha morada virtual em P+2T
http://jublasina.blogspot.com/
P+2T: Poesias +2 Tantos

domingo, 26 de dezembro de 2010

III-SURPRESA AGRADÁVEL - DARKNESS



Marcos estava apreensivo. O filho atingira a idade em que os apelos carnais começam a entrar em ebulição. Como abordar o assunto? Deveria agir como seu pai havia feito há tanto tempo? Dominado pela dúvida, ele relembrou o momento crucial de sua passagem de menino para homem.

Tudo aconteceu meio de sopetão. Não houve conversa ou preparação, seu pai o pegou, levou para um passeio e quando se deu por si, estava num quarto estranho com uma mulher bem mais velha sem saber o que exatamente deveria fazer. A matrona o olhou enternecida. Sendo quem era, ela demonstrava mais senso do que o pai. Afinal, ela compreendia a incapacidade dele em reagir àquela situação.
Por estar sendo regiamente recompensada ou por saber que aquele momento poderia comprometer toda vida sexual dele, o certo é que a mulher agiu com extrema cautela. Não o intimidou com uma postura agressiva ou demonstrou qualquer vestígio de ironia. Esperou que ele se recuperasse da surpresa, sentou-se sobre o leito sem olhá-lo diretamente. Assim que sentiu que sua respiração tinha voltado ao normal, falou-lhe com serenidade:

-- Não sabe por que está aqui, não é?

-- Sei.

-- Hum, pensei que estivesse surpreso.

-- Estou.

-- Mas então...

-- Sei o que meu pai quer que eu faça, mas não sei como.

-- Por isso estou aqui. Vou ensinar-lhe tudo que precisa saber.

-- Tá bom.

-- Relaxe.

Relaxar! Como se faz para relaxar quando não se tem idéia do comportamento que se espera que seja adotado? Antes que a resposta surgisse em sua mente, a mulher assumiu o comando das ações. Jogou-se em seus braços, com delicadeza, mas determinada a lhe apresentar todos seus encantos.

O beijo foi intenso e faminto. A língua da mulher teve que abrir passagem pelos lábios cerrados do rapaz. Assim que sentiu o vazio bucal, ela passou a avançar com o músculo sem que o rapaz pudesse impedi-la. A sensação era um tanto enjoativa, mas aos poucos ele foi sentindo que sua masculinidade se manifestava com impetuosidade.
Enquanto sentia a língua devorar sua entranha, o corpo era tocado por mãos suaves. O caminho que elas percorriam iam de seu peito até o volume acentuado em suas calças. A massagem o deixou tenso. A rigidez do membro atingia uma proporção incomoda, ele precisava libertar-se.

A matrona não lhe deu tempo ou espaço para esboçar contrariedade. Habilmente as mãos descerraram o zíper fazendo o membro esticar-se para fora da braguilha. Mesmo estando contido pela cueca, a mulher sentiu a virilidade do rapaz. Um sorriso lascivo assumiu seu semblante.
Incentivada pelas caricias, a libido aflorava com violência ameaçando a explosão precoce das forças do jovem, mas a experiência da mulher não permitiria que tudo terminasse tão insossamente. Ela sabia como agir para que seu ímpeto não abreviasse o prazer que pretendia ofertar.

Assim foi que ela abandonou-o sobre a cama, mirou-o atrevida e la e lascivamente passando a língua pelos lábios entreabertos. Começou a despir-se lenta e provocadoramente. As mãos, que antes corriam pelo corpo do rapaz, passaram a percorre o próprio corpo em movimentos ousados que ia desnudando suas curvas voluptuosas. Apesar de madura, ela ainda mantinha os atrativos da juventude.
O olhar do rapaz acompanhava cada gesto, cada lance com vivacidade. Assim que observou os rijos e firmes seios abandonarem a diminuta peça que o cobria, deixou um suspiro perder-se de seu íntimo. Mal teve tempo de recuperar-se e notar que uma das mãos avançara até a parte de baixo e massageava a intimidade da mulher ainda vedada pelo lingerie.

Olhando-o fixamente, ela colocou um dedo ente os lábios, manteve a oura mãos tocando sua vulva e gemeu como se fosse uma gata a ronronar. Os movimentos de seu quadril expunham sua avantajada bunda que mal se continha na peça minúscula que a cobria. Os olhos famintos devoravam cada curva que tinha a seu dispor.
Provocativa, ela o desafiava com palavras sussurradas roufenhamente. Perguntava-lhe se estava gostando daquilo que via, convidava-o a experimentar seus seios, oferecia-se para que ele a tocasse com suas mãos tremulas, enfim, ela o mantinha sob seu poder.

Ele obedeceu aos seus comandos. Mesmo estabanado, aproximou-se sorvendo os seios oferecidos. As mãos tocaram a bunda e ele sentiu a suavidade da pele da mulher. Surpreendeu-se que ela ainda tivesse a mesma consistência de uma jovem. Não que ele já tivesse tocado alguma outra mulher, não com a intenção que o dominava naquele momento, mas já havia se esbarrado ocasionalmente em uma ou outra colega de escola.
A maciez da bunda o deixou ainda mais excitado. Massageou-a insistentemente enquanto sorvia os seios intumescidos. Ela jogou a cabeça para trás como dando a entender que aprovava sua performance. Delicadamente ela o fez ver que não deveria permanecer apenas nos seios. Colocou as mãos sobre sua cabeça e foi forçando-o a descer para outras partes do corpo.

Levou-o até que sua boca estivesse sobre a vulva. Mesmo estando coberta pela calcinha, ele sentiu o odor pronunciado invadir suas narinas e se mesclar ao seu próprio cheiro. Aquilo era mais fascinante do que tudo que ele aja experimentara. Não estava certo do que ela desejava que ele fizesse, mas não precisava de uma indicação direta. Aproveitou que suas mãos ainda estavam em sua bunda e forçou a pequena peça para baixo.

O pano cedeu a força permitindo que seus olhos se fascinassem com a visão mais espetacular que le tivera. Inexperiente, ficou indeciso sobre como proceder, mas ela sussurrou-lhe que a beijasse como haviam feito ainda há pouco. Apesar da insegurança, ele tocou os lábios externos com os seus. Abriu a boca como se esperasse sentir uma língua invadi-la, mas não se demorou a perceber que deveria ser a sua a avançar.
Pressionando, levemente, a cabeça do rapaz, a mulher indicou-lhe os movimentos e sua intensidade ao mesmo tempo em que se movia cadenciadamente. Ela poderia ter experimentado o gozo pleno que as carícias lhe proporcionavam, mas não foi para isto que havia sido paga. Assim que percebeu que estava pronta para o clímax, afastou o rapaz, deitou-se com as pernas escancaradas convidando-o a penetração.

A tensão poderia provocar uma explosão antecipada, mas com jeito ela refreou o afã do rapaz. Mostrou-lhe como agir para que sua excitação não o levasse ao auge antes de ter saboreado todo manjar. Estando umedecida ao extremo, a penetração foi suave e direta. A inexperiência do amante fez com que as bolas se chocassem com a virilha quase que de imediato. Contendo-o, ela lhe indicou a velocidade adequada. Ambos iniciaram o doce movimento do sexo.

Antes de ter reviver seu primeiro gozo, Marcos despertou de suas recordações. As lembranças serviram para lhe mostrar como agir. É certo que antes de levar o filho até um dos puteiros da cidade, iria conversar, mas não tinha como ser diferente, o filho ia aprender da mesma maneira que ele.
Caminhou lentamente na direção do quarto do filho. Eram amigos o bastante para não haver restrições quanto a entradas sem aviso no quarto alheio. Ao chegar próximo à porta, ouviu sussurros contidos e alguns gemidos suspeitos. Será que o filho estava vendo algum filme pornô? Não querendo causar constrangimento, olhou através da abertura da fechadura.

A cena que flagrou o deixou estupefato. Uma bunda rechonchuda e atraentemente provocadora subia e descia sobre o membro rijo do filho. Não precisou apurar a visão para saber o que se passava. Somente quando presenciou a cena foi que se lembrou que o filho deveria estar estudando com a prima. Pelo que viu, o “estudo” devia envolver exercícios práticos.
O tesão em assistir a cena foi maior do que a surpresa. O pequeno orifício anal da sobrinha atraiu seus olhos. O movimento de sobe e desce fazia o pequeno anel piscar como se estivesse esperando por um outro membro para preenchê-lo. Mecanicamente levou a mão ao membro e passou a massageá-lo por sobe as calças.
Passara tanto tempo tentando encontrar uma maneira de abordar o assunto com o filho e ele praticava absorto com a... mas que disparate, a moça que ele estava fodendo era sua sobrinha, filha de seus cunhados, prima do filho... se o filho estava sendo atrevido, o que dizer dele? Com o membro nas mãos, ele batia uma solitária punheta cobiçando o cuzinho da sobrinha.

Absorto em se masturbar, não percebeu que a porta cedeu ao peso de seu corpo. O leve ruído provocado pelo deslizamento da porta chamou a atenção da moça. Desejando ver quem os observava, ela abandonou a posição em que se encontrava, atirou-se sobre o corpo do primo ofertando-lhe a buceta enquanto apoderava-se de seu cacete. Disfarçadamente, ainda que fosse desnecessário, ela lançou um olhar furtivo para a porta. A silhueta incompleta do tio em movimentos inconfundíveis a fez sorrir.

Quando voltou a olhar para o quadro, Marcos admirou-se da posição em que se encontravam. O filho ainda estava encoberto, mas a sobrinha mamava a vara com tanta impetuosidade que ele imaginou sentir o contato daquela boca gulosa. Por um segundo ele teve a sensação de que ela o viu, mas logo descartou a possibilidade, ela estava tão envolvida com o membro do filho que não prestava atenção em mais nada.
Altas horas, madrugada fria e solitária... Marcos olha através da porta que separa a sacada do imponente dormitório que ocupa. Desde que sua esposa falecera, ele nunca sentira o ambiente tão vazio. A cama desprezada já não lhe apetecia há muito. suas noites eram dominadas por momentos insones; os poucos momentos de alienamento traziam pesadelos que ele não conseguia espantar.
O som quase imperceptível da porta se abrindo o fez voltar-se na direção contraria. A delicada, provocante e desnuda silhueta da sobrinha emergiu da penumbra que dominava o quarto. Seu coração acelerou, sua respiração tornou-se inconstante, seus olhos verteram lágrimas inexplicáveis. Sua excitação fora tanta que estava sonhando com a presença daquele diabo travestido de anjo.

-- Ainda acordado, tio? O tratamento foi pronunciado com tanta lasciva que foi impossível não notar suas verdadeiras intenções.

-- Ainda por aqui? Seu pai vai ficar preocupado.

-- Avisei que ia dormir aqui.

-- O Marcelo...

-- Dormindo como um anjo, afinal é o que ele é.

-- O que deseja?

-- Não é capaz de adivinhar?

Sim. Ele era capaz não só de adivinhar, mas também de desejar, e muito, aquilo que estava subentendido naquela visita inesperada. Mas ela era sua sobrinha, uma menina que mal completara dezenove anos enquanto ele...

-- Eu sei que você, não se importa de tratá-lo assim, não é? Bem, eu vi você nos espiando.

-- O que?

-- Tudo bem. O Marcelo nem percebeu.

-- Vocês estão se metendo...

-- Metendo, trepando, dando, seja lá como você entenda, mas é só isso. Não rola envolvimento entre nós. É puro tesão.

-- Vocês são primos!

-- Quer saber o que mais, nós temos intimidades há muito mais tempo do que vocês possam imaginar. É claro que antes nem sabíamos o que estávamos fazendo, mas era tão divertido quanto hoje é bom.

-- Não deveriam...

-- Por que não? Ele é homem, eu sou mulher, qual o problema?

-- Seus pais não iriam gostar...

-- E você?

O desafio foi tão direto que Marcos não soube o que responder. Principalmente considerando que estava ficando cada vez mais excitado. Não só a visão do corpo jovem, mas o odor que ela exalava, os movimentos que descrevia enquanto falava, ele estava a ponto de agarrá-la, tapar sus boca com beijos libidinosos e esquecer quem eram.

-- Vi você batendo uma punheta enquanto nos espiava. Será que deseja ficar só nisso?
Outro desafio. Outra acha atirada na fogueira da tentação. O suor começava a escorrer por seu rosto. Ela sentia seu estado excitado. Não tinha como disfarçar que ela o enfeitiçara.

-- Venha, venha provar da fruta que tanto deseja.

Aos diabos suas considerações moralistas. Aquela ninfeta estava ali, nua, oferecendo-se a ele, o que poderia fazer além de tomá-la nos braços e se perder em seu mundo encantado? Antes que pudesse ou quisesse reagir, sentiu o corpo nu ser pressionado contra o seu ao mesmo tempo em que línguas invadiam as bocas e as mãos se deliciavam em movimentos céleres num explorar mutuo. A avidez dominou seus instintos sepultando a razão num jazigo inexpugnável.

As bocas famintas se alternavam em movimentos e atos desconexos, mas cadenciados. Seios sentiram o apetite irrefreável da boca que os sugavam; nucas foram marcadas por dentes intrépidos; costas arranhadas por unhas que se transformaram no manifesto do estertor que dominava os âmagos.
De compleição mais desenvolvida, ele a segurou pela cintura, rodopiou-a com delicadeza e, em pé mesmo, desfrutaram de um sessenta e nove absorvente. Ao mesmo tempo em que a língua máscula mergulhava em sua vagina arrancando-lhe sussurros de prazer, sua boca engolia o membro envolvendo-o com frenesi.

Atendidos os preâmbulos incentivadores, ele a colocou de quatro, ajeitou-se atrás de sua anca e, quando ela esperava que ele a penetrasse em movimentos ritmados, puxou-a contra si fazendo-a sentar-se em seu colo. O membro penetrou fundo na sequiosa bucetinha. Não fosse o estimulo recebido, ela sentiria suas entranhas arderem com a invasão.

Sentada sobre o membro, ela começou a subir e descer em ritmo alucinante. Seus olhos estavam fechados e sua boca entreaberta. A respiração permitia o inspirar suficiente para que não perdesse os sentidos, se bem que não estava adiantando muito pois seus estado era tão abrasivo que ela não atinava com mais nada. A única sensação que lhe chegava aos sentidos era provocada pelos golpes firmes do membro em sua buceta.

O gozo logo eclodiria, mas ele não queria limitar seus prazeres. Ser era para arder no fogo da tentação, quer fosse por inteiro. Num movimento tão rápido que ela não chegou a esboçar qualquer reação, ele tirou o membro da vagina e mergulhou-o no cuzinho. Neste momento ela acusou o golpe mais ousado. As pregas romperam-se ao mesmo tempo, a dor foi lancinante, mas não voltou a se repetir. O tratamento de choque serviu para que as estocadas produzissem apenas prazer.

Dominada pelo tesão e pela surpreendente atuação de seu macho, ela crispou suas unhas na coxa máscula, jogou a cabeça para trás e gritou o mais alto que conseguiu. Seu gozo fluiu numa apoteose triunfal. Os espasmos ainda a dominavam quando sentiu o canal de se anus ser invadido pela tepidez viscosa da porra que jorrava do membro do amante. Mais contido, ele não chegou a gritar, mas apertou-a com tanto vigor que suas mãos ficaram marcadas na rechonchuda bundinha.
Tão logo sentiu suas forças voltarem, ela o encarou contrariada:

-- Da próxima vez vai gozar em minha boca. Como pôde desperdiçar esta maravilha jogando-a dentro de meu cu?

-- Quer que eu goze em sua boca?

-- Vou engolir cada gota que jorrar deste cacete delicioso.

-- Se seu desejo é este, pode começar a realizá-lo.

Ela não acreditou ao mirar o avantajado membro. Seu tio devia estar mesmo a perigo. Mal gozara e já estava com a ferramenta em riste. Atenuando sua irritação, ela se ajoelhou entre as pernas do tio e começou a mamar o cacete. Desta vez, ela não iria largá-lo enquanto não tivesse sorvido toda seiva que jorrasse.
Marcos se entregou ao prazer que a chupada lhe proporcionava. Enquanto ela o mantinha enlevado e imerso em um universo há muito abandonado, sorriu pelo inusitado da situação; ele preocupado com a iniciação do filho enquanto o rapaz se deleitava com a companhia da prima. Bem, pelo menos ele não teria que receber suas primeiras lições de uma matrona.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Flá Perez - Especial de Natal do Porno bar



Publicou o livro Leoa ou Gazela, Todo Dia é Dia Dela. Participou das Antologias Bar do Escritor 2009 e na Edição Brand 2010. Primeiro lugar no XII Prêmio Cidadão de Poesia. Menção Honrosa no concurso Silvestre Mônaco 2008 e no XI Prêmio Cidadão de Poesia. Teve poemas escolhidos para publicação no Concurso Nacional Cassiano Nunes, promovido pela Biblioteca Central da Universidade de Brasília e no Projeto Pão e Poesia 2009.




Desigual

Seu amor de Neruda
cortou -me como aço inox.

Intimidada,
enchi o copo
e bebi numa golada
seu whisky on the rocks.

Aconcheguei-te inteiro
entre as minhas pernas
e esqueci que era tudo tão desigual:

Você, chama de ternura,
aroma de coisa eterna

Eu, bomba relógio,
pura paixão carnal.




Homem-árvore


Corpulento e magnífico
conífero
derrubado sobre mim,
pobre gramínea!

Com voz de carvalho
- grave e inclemente -
ele ordena:

— Prova-me, erva daninha,
que te orvalho!

Estranho sabor
tem seu falo:
sequóia milenar.

Gosto araucário de terra,
raiz tuberosa.

Não sei se o quero:
Sou frágil
como uma rosa!


Vampira

Sedenta
provo com a língua
e gosto
do gosto
do teu beijo.

Tua desdita,
meu desejo.

Deixo-te vazio
e me afasto,

satisfeita.

Devoro a alma,
mas ponho
no pires do meu gato

o sangue
dos homens
que mato.



Fim-de-Festa


Então...
me dá um gole do seu copo
– só um gole de cowboy –
põe um som
do Ed Motta ou Aerosmith
e eu tô perdida.

Faz todo esse cheque-mate
em pedra dura,
de recitar romance
entre os joelhos,
dizê-lo eterno

até que um dia fure.

Mostra o platonismo
dos seus versos
nas preliminares do sexo,
e pede;

"dá pra mim, dá?"

Enfia a língua escrota
na minha boca,
sente a trama toda
da calcinha.

Assim eu penso"que se foda!"
e te chamo de meu homem...

Só não peça que amanhã
lembre seu nome.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

VI Movimento Thiersiano



VI Movimento Thiersiano
Thiers R >




Não sei se é a paisagem em si

ou se os cálices de teus seios que me trazem prazer

contudo sei, que o mundo gira neles

fazendo com que a copa das árvores acariciem o céu

Instinto e flor, desejo e amor

sou teu no instante preciso

sou teu nas mãos do destino.




>

V movimento Thiersiano



É Natal, não me encolho no frio, ao contrario eu te abraço com todos os meus tentáculos( apenas dois...)
Minha querida Gi, o que posso te dizer além deste afeto que nos envolve?




V movimento Thiersiano
Thiers R >




Reverbera o tempo na página difusa

amanhecem loucuras

arde a paixão em cada folha

lambe o cão as gotas do orvalho

em minhas mãos chega a tarde diluída

algum cântico aproxima as luzes do universo

de meu bolso tiro a chave

que abrem os sonhos

repito uma, duas, três vezes:

- sou feliz por existir




>

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mulheres Nuas







Paulinho Dhi Andrade com o apoio da Utopia editora anuncia que as inscrições para a 1ª antologia Literária Feminina “Mulheres Nuas” estão abertas e se encerram no dia 20 de janeiro de 2011.
A Antologia receberá somente textos produzidos por mulheres, pois o objetivo da Antologia é a divulgação de textos femininos em prosa ou versos.
Maiores informações através do e-mail: sitemulheresnuas@yahoo.com.br
<

Paulinho Dhi Andrade









Beijos e lágrimas

Deixa eu,
beijar tua boca.
Tirar tua roupa.
E te seduzir...

Deixa eu,
te enganar.
Te mentir e depois fugir...

E amanhã,
quando você acordar,
leia o bilhete que na cama vou deixar.

Então sorria,
não chore agora e nem chore depois.
Mas não impeça que eu chore por nós dois.

Porque as lágrimas que nascem dos olhos de quem ama,
escorrem pela face e morre na boca de quem chama.
Deixa eu...

PEQUENAS HISTÓRIAS DE AMOR - Denise Ravizonni




1 - Engraçado! Você odiava esse meu sapato. Dizia não combinar comigo, ser alto demais, não combinar com certas roupas. No entanto, é espantoso como o salto fino e negro fica bem cravado aí na sua testa branca.

2 - Suas mãos... Sempre amei o formato, a cor, os dedos longos e elásticos. Gostava tanto, mas tanto, que quando você me disse que iria embora, decidi que suas mãos ficariam comigo.

3 - A casa no lago é realmente linda, meu amor. Quieta, isolada, longe de tudo. Você adora a vista da janela do quarto, não é? Dá direto para a floresta. É bom que goste. É a última paisagem que você verá. A propósito, vou levar as chaves das algemas comigo.

4 - Você vivia dizendo que nossa cama era intensa, quente. Feito febre. Era o que mais gostava. Eu via o fogo acendendo em seus olhos todas as noites, bem aqui, em nossa cama. Não sei por que grita tanto agora. A maldita cama ardendo em chamas nunca foi tão quente!

5 - Eu disse que faria, amor. Quando você pediu, no começo resisti. Mas você queria tanto! Quis fazer suas vontades, te ver feliz. Pediu para ser amarrado, que eu te batesse, te maltratasse. Sua fantasia era a perversão contida na dor. Queria jogar? Certo. Eu aceitei, fiz tudo o que você pediu. Só não te avisei que meu fetiche é não saber quando parar.

6 - Ela pensa nele, em seu amor desesperado, no medo torturante de sofrer se um dia ele se for. Pensa nos lábios, no beijo único, no abraço perfeito, como voltar para casa num dia de chuva. O amor é tanto que transborda pelas veias. Enche a banheira de água morna e corta os pulsos lentamente. Ele olha pela janela. Lá embaixo passam os carros pequenos como brinquedos, as luzinhas acesas na noite. Desespero! Ela demora. Ela não vem. Não ligou, não atende ao telefone. Não suporta a idéia de viver sem ela. É uma tortura pensar em não vê-la chegar. Sobe no parapeito e salta pela janela do décimo quinto andar.

FIM

Crosswords- Denise Ravizzoni









Solucionava palavras cruzadas. Não uma ou duas. Muitas, todas as que pudesse conseguir, compulsivamente.
[4 letras] [pintor catalão] – Miró.

Ia solucionando os enigmas enquanto colocava em ordem a bagunça que deixaram em sua cabeça. Os dias passavam devagar por aqui, mas porra, quem se importava com isso? Não lembra nem de quando chegou, tem a sensação de que faz mais de uma semana.
[6 letras] [matéria da Escola Superior de Guerra] [tática].
Procura na confusão de idéias por algumas palavras que lhe dêem referências de mundo. Mãe: não lembra da última vez em que a viu. Pai: desconhecido. Família: uma piada. Afeto: desconhece completamente. Não, definitivamente, não eram essas as suas palavras.
[8 letras] [sinônimo de assustar] [atemorizar].

Vasculha mais um pouco. Deve haver algo, alguém, alguma coisa. Sabe que usava drogas. Muito, quase sempre. Não havia outro jeito, não aguentaria a merda toda se não estivesse com a mente em total estado de torpor. Lembra da casa suja com janelas pequenas e muito altas. Sim, sim! Isso era recente. Sabe também sua idade: 14 anos. Sabe porque saiu de lá no dia do seu aniversário. O seu dia.... rs rs rs.
[4 letras] [peça de tubulação] [cano].

O cara entrou no quartinho. Lembra disso também. Trazia uma vela acesa e cantava uma daquelas musiquinhas bestas de parabéns. Além da vela, trazia a maleta. As coisas dentro da maleta produziam um som metálico a cada passo do cara. Clang! Clang! Clang!
[5 letras] [mancha difícil de lavar em tecidos ou roupas] [nódoa].

A cena seguinte é a vela caindo, apagando aos poucos. O som da maleta espatifando no chão e abrindo com o choque. As coisas espalhando pelo piso. O cano arrancado da parede. O sangue. As algemas na maleta. A tesoura. O cara deitado de costas, a genitália enfiada na boca, os olhos arregalados. Meus dentes sorrindo, todos eles. As luzes vermelhas, os homens de branco, os sedativos. A cela acolchoada, os remédios, o vazio.
[5 letras] [ato passível de punição, delito] [crime].



24maio2010





Sade nos salvará – ou delitos cotidiano- Denise Ravizzoni




I


Era seu cliente de muitos anos. Uns quatro, ao menos. Quando viu seu nome na agenda do dia, percebeu que jamais gostara do sujeito. Era particularmente irritante. Ele chegou, sentou-se na cadeira, abriu a boca, recebeu a anestesia. Saiu do consultório com dois canais tratados em dentes que sempre haviam sido sãos.

II
A prisão não era uma beleza, mas tinha lá suas compensações. Era encarregada do correio. As segundas-feiras eram especialmente doces, dias em que a moreninha evangélica erguia os olhos esperançosos. Queria notícias de casa.
- Sinto muito, querida, não chegou nada.
Na salinha abafada, crescia no fundo de uma gaveta inferior a pilha de cartas lacradas.

III
Despejava a ração seca na privada e dava a descarga antes que tudo empapasse. Depois, ouvia o miadinho fino e sentia o rabo felpudo roçar sua panturrilha. Uma antipatia imensa surgia. Com o bico do sapato tratava de afastar o bicho, um chute leve, um empurrão. Só para repelir, não para machucar. Presente infeliz de Dia dos Namorados. À noite, quando ele chegava, ela corria para a porta, olhos úmidos e voz chorosa:
- Não sei o que há com ela, amor. Se alimenta, brinca, dorme, mas a pobre gatinha continua definhando!



IV
Conferiu os papéis no guichê. Protocolos, assinaturas, petições, procurações. Merda. Estava tudo certo. Do outro lado do vidro, o rosto ansioso, olhos quase saltando das órbitas:
- Está tudo certo, moço?
- Tudo ok, sim...
(uma pausa, observa a expressão apreensiva pelo vidro ensebado)
- ... mas você terá que voltar amanhã. O fiscal que libera a petição está fora.
Por dentro ri, e afaga o carimbo no bolso do casaco.

V
Fazia a perícia de documentos para o sistema de saúde. Trabalho moroso, burocrático e repetitivo. Até que um dia viu um nome familiar num pedido de averiguação para transplante. Situação aguda necessitando de resposta com a máxima urgência. Sem demora, carimba ‘NEGADO’ em vermelho brilhante no campo apropriado. Haveria um ex-marido a menos no mundo. A rotina trazia recompensas, afinal.



II- RUPTURA - DARKNESS-



Em duas ocasiões tive que enfrentar situações cruciais. Uma é atual, sofri um grave acidente que me deixou em estado crítico. Ainda estou em convalescença. A outra aconteceu há alguns anos. Foi um fato extremo e suas conseqüências me deixaram muito mal. Foi tão grave que afastou minha filha do convívio com a família.

Às vezes a vida parece que conspira contra nós. Éramos uma família comum, nosso relacionamento harmonioso chegava a despertar inveja de alguns conhecidos. Diferente de outras famílias, resolvíamos nossas diferenças através do diálogo franco.

As informações necessárias, para enfrentar as fases tidas como complicadas, eram apresentadas sem rodeios. Dessa forma, nossos filhos sabiam como se portar diante das experiências que viviam.

Quando minha filha tinha vinte anos, mantinha um namoro de quase dois anos. As atitudes do namorado a deixavam segura daquilo que poderia esperar do compromisso que mantinham.

Sexualmente eles se comportavam como a maioria dos jovens de usa idade. A única exceção era que minha filha não concordara, ainda, com os finalmente do ato. Eles iam até onde ela considerava aceitável.

Quando disse que a vida conspira contra nós, foi porque os fatos, que afastaram minha filha, não teriam ocorridos se tudo não tivesse fugido de nossa rotina. Mas não foi assim que tudo aconteceu.

Minha esposa precisou se afastar por uns dias. A empresa onde ela trabalhava a enviou para um encontro com clientes recém adquiridos. Além de a cidade ser distante, o encontro ocuparia oito dias. Meu filho estava em férias e viajando com amigos.

Em uma determinada noite, estava me preparando para dormir quando minha filha chegou em prantos. Seu estado alterado deixou-me preocupado. Como era comum em situações semelhantes, acolhi-a em meus braços acariciando-lhes os cabelos enquanto ela chorava.

Depois de ter se acalmado, começamos a conversar. Ela contou que havia decidido que era hora de permitir que seu relacionamento fosse mais além. Havia ido a um motel para poder entregar-se com mais liberdade.

Só que a noite que deveria ter sido a mais maravilhosa de todas, acabou se tornando a mais horrível. O namorado não soube respeitar sua sensibilidade feminina. Agiu como se ela não passasse de um objeto destinado a seu prazer pessoal. Sua dor era tamanha que ela bradou, por diversas vezes, que jamais voltaria a se entregar a alguém.

Tive que esperar a tormenta passar. Não era saudável que ela assumisse uma posição tão radical apenas por que um crápula a havia decepcionado. Mas como lhe mostrar que o sexo não era um monstro que nos devora? Antes não tivesse encontrado uma maneira.

A noite toda ela se deixou ficar em meu colo. Estava tão habituado aquele contato que em nenhum momento percebi o perigo que estava correndo. Só fui dar conta de tudo quando já era muito tarde para retroceder.

Assim que ela despertou tivemos uma conversa muito séria. Tentei, de todas as maneiras, demovê-la da idéia de se fechar em sua dor. Não sei se por sentir-se ferida ou se por estar revoltada, o certo é que sua reação foi estarrecedora:

-- Não quero mais! Homem nenhum vale a pena!

-- Não seja tão dramática. Ainda vai encontrar alguém que a satisfaça, que saiba atender suas expectativas.

-- Será? Será que você consegue atender as de minha mãe?

Como se tivesse sido atingido por um bofetão, recuei e desabei sobre o sofá. Nunca tivemos reservas sobre qualquer assunto, mas sempre nos respeitamos fazendo colocações apropriadas; em sua revolta ela me agredia.

-- Filha, sua mãe e eu...

-- Eu sei! Ela é afortunada por ter conhecido você.

-- Não sou o único.

-- Se pudesse me mostrar o que é sentir prazer com esta porcaria de sexo!

Relevei sua agressão por saber que ela estava alterada. Decidi que não era o melhor momento para continuarmos o diálogo. Deixei-a entregue a suas indagações e fui para a empresa onde trabalho. À noite poderíamos nos entender.

Chegando em casa, encontrei minha filha jogada sobre o sofá. Por seu aspecto conclui que ela ainda estava se sentindo muito mal. Pelo visto a experiência havia sido mais traumática do que imaginei.

-- Ainda pensando no que lhe aconteceu?

-- O maldito teve a cara de pau de me ligar e perguntar se estava tudo bem.

Compreensível que ela estivesse mal. É certo que, hoje em dia, as pessoas já não valorizem mais tanto o lado afetivo de um relacionamento sexual, mas existem exceções. Minha filha parecia ser uma delas.

-- Por que não vai tomar um bom banho e saímos para espairecer um pouco?

Um jantar silencioso e duas jornadas tão mudas quanto o resto da noite. Seus olhos estavam sempre marejados e os suspiros, que lhe escapavam, me deixavam angustiado.

Novamente em casa, deitei-me no sofá enquanto ela ia até a cozinha. Enquanto me preparava para ir dormir, ela chegou lentamente, foi se aconchegado em meus barcos e logo estava grudada em mim.

-- Precisando de colo?

-- E de carinho, também.

-- Pelo menos isto estamos tendo de bom.

-- O que?

-- Há muito que não temos um tempo para nós.

-- Também sinto falta disso.

A mansidão e o silêncio nos envolveram em uma letargia absoluta. O sono não demoraria a chegar. De repente, senti um toque mais direto em meu membro. Olhei para minha filha e, para meu assombro, ela estava bem acordada.

-- O que faz?

-- Ele está tão duro.

-- Filha...

-- Pai. Por que não podemos?

-- Mas que absurdo, você é minha filha!

-- E não seria certo que você pudesse me dar àquilo que não consegui? Não é obrigação dos pais promoverem a felicidade dos filhos?

-- Não neste sentido.

-- Por que não?

-- Por que? Oras, porque... por que...

Antes que uma boa explicação me ocorresse, ela voltou a tocar meu membro. A suavidade de seu toque era tão afável que tudo começou a rodopiar. Num misero segundo, pareceu que toda realidade se esvaiu em uma armadilha impossível de ser evitada.

Insistentemente ela foi massageando meu membro. Mesmo o fazendo por sobre as calças, podia sentir a excitação ir se avolumando num crescente que jamais havia sentido.

Meu relacionamento com minha esposa é o mais aberto possível. Não ocultamos nenhum desejo, não recusamos nenhuma forma que possa nos trazer prazer. Somos um casal desencanado em matéria de sexo.

O som áspero de dentes se soltando fizeram minha atenção se voltar para o momento presente. Ela estava abrindo o zíper de minhas calças. O membro ansiava por sentir o calor das mãos que o tocavam.

Assim que o teve a sua vista, ela o cingiu com a delicada mão. Segurou-o como se estivesse na posse de um objeto delicado. Fez seus dedos passearem por todo co corpo.

-- Ele é tão grande e grosso! Como mamãe agüenta tudo isso?

-- Acho que já fomos ponde demais.

-- Não. Ainda quero mais.

-- Mas filha...

-- Deixe que eu o sinta inteiramente.

A ação executada foi mais rápida do que minha vontade de recuar. Onde antes estava uma mão tépida e suave, a umidade causou frisson. Olhava para a cena e não conseguia acreditar. Minha filha chupava meu membro.

As deliciosas investidas estavam me deixando tão louco que não tinha mais noção de nada. Quem me chupava perdeu sua identidade passando a ser uma amante maravilhosa. Sentir sua boca engolindo meu membro me fez delirar.

Acompanhei sua performance de modo a deixá-la a vontade para ir até onde desejasse. Posso segurar meu gozo por tempo indefinido. Mesmo quando suas sugadas se intensificaram, controlei minha excitação.

Interrompi suas chupadas com suavidade. Acariciei-lhe os cabelos, segurei-a com firmeza conduzindo-a para o quarto. Tão lentamente como me foi possível, despi toda sua roupa.

Antes mesmo de beijar-lhe a boca, afundei-me em sua xoxotinha. P aroma adocicado me inebriou. Investi minha língua com um pouco de exagero, ela demonstrou ter sentido.

Aliviei minha pressão passando a chupá-la com mais suavidade. Toda vez que minha língua sumia em sua xaninha, ela delirava e urrava. Não demorou em que eu passasse a dar o mesmo tratamento a seu anelzinho. Ela vibrava quando minha língua penetrava seu buraquinho.

Não era minha intenção levá-la ao auge, mas diferente de mim, ela não conseguiu se segurar. Apertou minha cabeça contra sua vulva, fincou as unhas em meu couro cabeludo e extravasou seu tesão.

-- Puta que pariu, você é maravilhoso!

Ouvir minha filha referindo-se a mim como um amante capaz de levá-la ao delírio, deixou-me atordoado. Ao mesmo tempo em que me sentia feliz por saber que sou capaz de contentar qualquer mulher, me senti um crápula por estar transando com minha própria filha.

Não tive tempo para me recriminar. Com seu jeito inexperiente e sua vontade descontrolada de apagar a péssima impressão que tivera em sua tentativa de ser amada, ela procurou sentar-se sobre meu colo.

Inútil dizer que não consegui impedi-la. A dificuldade, em fazer meu cacete penetrar aquela xoxotinha ainda virgem, foi árdua para ambos. A fricção entre meu membro e as paredes de sua xaninha provocou desconforto leve e passageiro. Quando senti que ela havia se afundado todo cacete em seu interior, sua bundinha tocou meu colo, relaxei.

Com nossas cabeças quase a mesma altura, ela me fitou em silêncio. Não deu tempo para evitar, apenas para corresponder ao lânguido beijo que ela me deu. Nossas línguas se enroscavam famintas. Os lábios pareciam colados de modo indelével.

Aproveitei seu entusiasmo em me beijar e comecei a mover meu quadril. O membro passou a entrar e sair de sua xoxotinha. Ela percebeu minha atitude premindo ainda mais sua boca contra a minha. Os corações batiam acelerados, as pulsações tendiam a uma convulsão desvairada. Num movimento mais veloz, ela me empurrou de encontro ao colchão.

-- Deixe-me cavalgá-lo.

Foi exatamente o que fiz. Cerrei os olhos e fui acompanhando seu movimento de sobe e desce. O desconforto inicial se fora e o prazer de sentir meu membro engolido por uma xaninha tão apertada me deixava enlouquecido. Os gemidos que ouvia serviam para aumentar minha excitação. Além de subir e descer, ela começou a rebolar sobre meu colo. Senti-me extasiado.

-- Vai gozar na xaninha de sua filha, vai?

Gozar em sua xaninha! Alarmei-me. E se acontecesse de engravidá-la? Muitos namorados se viam em uma enrascada num único encontro mais íntimo. Não podia permitir que isto pudesse acontecer, não era preciso manter um pouco da razão.

-- Não. Talvez em seu cuzinho.

-- No cuzinho dói.

-- Sei como fazer para que não sinta muita dor.

-- Depois ainda vai ter porra para eu mamar nesse cacete?

-- Vai ter, sim.

Seu sorriso atrevido estimulou-me a forçar meu membro contra sua xaninha. Remexendo-se como estava e recebendo a pressão de meu cacete, ela deixou que seu tesão explodisse. Jogou-se de encontro ao meu corpo e urrou de prazer.

-- Caralho, você é mesmo foda na cama!

Dois gozos a fizeram relaxar. Virada de bruços sobre a cama, oferecia-me a visão mais tentadora que já tivera. A bundinha firme e bem moldadas estava a um palmo de meu rosto.

Aproveitando seu semidesfalecimento, afastei as nádegas permitindo que seu cuzinho ficasse bem exposto. Com a ânsia de quem está para saborear um delicioso fruto, comecei a estimulá-lo com chupadas e investidas de minha língua e meu dedo.

Mesmo em seu estado de quase torpor, ela reagia com gemidos débeis. Sabia que quanto mais eu o deixasse umedecido, menos ela sentiria desconforto e dor. Sem me importar se demorava ou não, permaneci estimulando seu cuzinho até que ela se remexeu mais bruscamente.

Deixei minha posição, coloquei-me sobre seu corpo e encostei a cabeça do membro na porta de sue cuzinho. Um tremor suave percorreu seu corpo. Ela sabia o que estava para acontecer.

A parte mais difícil foi fazer a cabeça abrir espaço no apertado buraco. O esforço esfolou meu membro e rasgou suas pregas. Alguns gemidos mais sentidos escapavam-lhe sem que ela protestasse pelo incômodo.

Quando toda cabeça já estava quase dentro, notei suas mãos crisparem o lençol. A boca mordeu o travesseiro impedindo que ela gritasse. Estanquei o movimento e aguardei. Seu cuzinho piscava e pulsava num misto de excitação e dor.

Lentamente ela foi mexendo sua bunda. A cabeça ameaçou escapar do buraco, mas firmei-a com vigor. Acompanhei o rebolado forçando a entrada suavemente. Seguindo o ritmo que ela ditava, o membro foi penetrando cada vez mais até que minhas bolas se chocaram com sua bundinha.

Assim como a entrada foi contundente, retirá-lo com um único movimento também seria, mas a deixaria mais preparada para as outras investidas. Dessa forma, recuei fazendo o membro deslizar para fora. Ela gemeu mais forte, mas não demonstrou mais qualquer oura reação.

Antes que a cabeça estivesse do lado de fora, pressionei o membro em sentido contrário. Desta vez ela gritou sem nenhum pudor. Suas pregas ou se esticaram todas ou se romperam com violência.

Mais umas entradas e retiradas e ela deixou de gemer. Ao mesmo tempo em que forçava meu membro em seu cuzinho, estimulava-lhe o grelinho. A dor logo deixaria de ser um fator significativo e a excitação tomaria lugar em seus sentidos.

Quando finalmente o cuzinho se moldou à grossura de meu membro, passamos a nos movimentar cadenciadamente. O embalo era vertiginoso. Suas ancas moviam-se com velocidade e meu cacete afundava-se cada vez mais em seu buraco.

Estava ficando difícil segurar meu gozo. Minhas bolas chocavam-se, com tanta violência, em suas coxas, que começavam a latejar. Ou enchia seu cuzinho com minha porra ou ficaria com as bolas deterioradas.

-- Sente, sente meu líquido fluir em seu rabo.

Meu gemido foi um estimulo a mais para seus sentidos. Aproveitando que pressionava meu cacete com toda minha força, ela pressionou uma coxa contra a outra prendendo minha mão. O dedo enfiado em sua buceta sentiu o premer de seus músculos. Ela também gozava.

Depois do ato fomos para o banheiro. Precisávamos de um bom banho e uma boa noite de sono. Até então, tudo parecia estar na mais harmoniosa felicidade. Mesmo minha consciência me gritando que eu era um crápula.

A tempestade desabou na manhã seguinte. Enquanto preparava o desjejum, senti que ela evitava ficar em minha presença. Esperei até que tivéssemos terminado o café e a questionei sobre seu comportamento.

Aos prantos, ela me fez prometer que jamais revelaria algo sobre o que havia acontecido. Exigiu que eu esquecesse tudo. Declarou que deixaria nossa casa ainda naquele dia e que eu não tentasse explicar nada a mãe. Ela escreveria dando sua versão. A mãe jamais ficaria sabendo de nada.

Aquele foi o pior dia de toda minha vida. Todo prazer experimentado durante a noite estava tendo um final terrível. Não tentei impedi-la de cumprir com sua vontade. Atendi seu desejo e fui dar uma volta. Quando voltei, ela já não estava mais. Desde então, apenas sua mãe recebe uma ou outra carta.

Néon


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